Já pensou que a forma como você define e comunica suas metas podem estar limitando o quanto você pode superá-las? Está é a premissa nos objetivos Roofshot e Moonshot, tentando criar objetivos ainda mais audaciosos e, assim, incentivar aumento no número absoluto de alcance de meta.

Neste artigo vamos lhe apresentar as principais diferenças entre os Objetivos Tiro na Lua e Tiro no Teto (OKRs Roofshot And Moonshot) e dar dicas valiosas de quando usar cada um deles quando estiver definindo seus OKRs.

O tipo de OKR chamado de “moonshot”, traduzido livremente para tiro para a lua, na prática são metas mais ambiciosas que deslocam o time da zona de conforto de forma significativa e quase nem sempre são atingidos em sua integralidade. 

Há também um segundo tipo de OKR, os “roofshots”, que traduzido livremente significa tiro para o teto. Neste caso, os objetivos também são desafiadores, mas em uma proporção menor em termos de dificuldade, pois diferente dos OKRs moonshot, o critério de sucesso é o atingimento de 100% da meta.

Quando você está criando bons objetivos é natural que os times precisem superar desafios e encontrar soluções criativas para resolver questões e da mesma forma deve acontecer ao criar objetivos audaciosos, porém ao exercitar essas habilidades, o seu time terá de ser capaz de dimensionar o que é ou não é possível com metas que extrapolem o óbvio.

re:Work - The Roofshot Manifesto
Exemplo de Objetivo Roofshot versus Moonshot

Assim, essa atividade de implementar suas habilidades e dimensionar o que é ou não possível, torna a busca pelo desconhecido uma aventura instigante e cheia de possibilidades, e o que antes parecia impossível ou difícil demais, agora tornar-se-á apenas mais trabalhoso. 

Todos os times devem devem estabelecer moonshots?

Muita calma nessa hora, dependendo do cenário da sua equipe, as metas ambiciosas podem provocar um efeito contrário ao que você procura. Então, se você alcançou um certo nível de maturidade com a sua equipe com a metodologia de OKR e deseja aos poucos testar os seus limites atente-se aos sinais negativos que podem surgir. 

Como, por exemplo,  desmotivação e falta de alinhamento, pois as metas tiro na lua são mais alongadas e quase sempre não não atingidas em 100%, sua equipe pode perder o foco e desanimar no meio do caminho. Por isso, fique atento e não deixe a peteca cair, mantenha uma comunicação efetiva com a rotina de feedback e acompanhe os seus indicadores.

Como instigar o meu time a criar metas audaciosas?

Para que todos se engajem, o primeiro passo será alinhar um planejamento estratégico com metas ambiciosas e que promovam uma mudança significativa no cenário atual da empresa, uma verdadeira “virada-de-chave”. O segundo fator chave será a própria participação do time na criação dos objetivos para se sentirem responsáveis por aquilo que buscam.

E, por fim, e não menos importante é o embasamento das metas em dados concretos para fundamentar e estruturar as decisões. metas mal definidas tendem a desmotivar seu time e diminuir a credibilidade da iniciativa e da metodologia OKR em geral.

Como começar a utilizar objetivos moonshots?

Sem dúvida a medida mais importante para implementar com sucesso o uso de moonshots é já estar acostumado a utilizar com regularidade e organização os objetivos roofshots.

Salvo raras exceções, somente em times maduros e já adaptados à metodologia OKR é que os moonshots funcionam e geram resultados positivos.

Os moonshots tem uma dinâmica diferente dos objetivos normais e, por este motivo, podem desmotivar ou confundir times menos habituados com o uso dos OKRs. Vamos ver um exemplo?

Digamos que seu time de vendas utiliza um objetivo relacionado a vender mais, e que sua meta é de 100 vendas neste mês, por exemplo. Depois de vários checkins, este time já entendeu a mecânica de medição e evolução de seus OKRS. Que tal agora dar-lhes um objetivo maior e ver o que acontece?

Obviamente o objetivo tradicional continua existindo, mas agora vamos criar um Moonshot e trabalhar para fazer 200 vendas no mesmo período, ao invés das 100 vendas préviamente adotadas.

neste caso a meta é tão diferente da primeira que o time precisará pensar em formas de se reinventar, reinventar seu modelo de vendas, materiais de venda, forma de comunicação e tudo mais o que a imaginação permitir.

Fato é que talvez este time não consiga atingir 100% das 200 vendas, mas ao atingir 150 vendas além de fazer um número maior do que a meta original, provavelmente este time descobriu uma forma ainda melhor de melhorar seu processo de vendas deste momento em diante, aumentando o patamar da área e da empresa como um todo.

Este é o objetivo dos moonshots, fazer seus times precisarem achar uma forma completamente diferente de fazer algo a ponto de encontrá-la 😉

Conclusão sobre moonshots e roofshots

Esta é uma das partes da metodologia OKR que mais geram dúvidas e, ao mesmo tempo, que mais geram bons resultados, afinal é aqui que acontecem as mudanças mais bruscas e disruptivas. É no caminho para conseguir cumprir um moonshot que novos processos e novos produtos nascem.

Logicamente este processo depende de uma metodologia, de acompanhamento e, claro, de tecnologia de ponta para garantir que você continue controlando e medindo o sucesso de suas iniciativas estratégicas.

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